Posse

Olhava as bundas carnudas e as coxas roliças com um desejo que maior não há. Como se ali se escondesse a solução para todos aqueles momentos solitários e sombrios que já não queria mais viver e que, teimosamente, se apresentavam todos os dias desde que se lembrava por gente. Diferente de outros seres que admiravam tais curvas, tocá-las não seria o bastante. Não. Precisava possuí-las, e precisava tanto que já não sabia como disfarçar cada vez que via, assim, aquelas coxas e bundas e seios fartos desfilarem pra lá e pra cá. E precisava tanto que, mesmo quando não as via, ainda era tudo que conseguia ver, bastava apenas fechar os olhos e, depois, nem fechar os olhos mais seria necessário. Elas sempre estariam lá, para que fossem desejadas, para trazer inquietação e desespero, para serem sempre presentes e ausentes ao mesmo tempo, e para que ela, que nada disso tinha, só desejasse mais que tudo poder ser assim um dia.

Publicado em Ficção, Sexo | Deixe um comentário

Momento #prontofalei

Não, queridinho, eu não invejo o seu pênis. Eu tenho inveja da facilidade com que você dorme!

Publicado em Prontofalei, Rapidinha | 1 Comentário

A verdade sobre as ex-magrelas.


Se tem uma coisa que deixa toda adolescente magrela feliz é chegar na fase adulta e virar gostosa. Não gostosa como a Ivete Sangalo ou a Maria do BBB11. Elas só conseguirão ser assim com muita bomba nas coxas. Não. Elas viram gostosinhas. Ainda são magras, mas até que tem uma coxinha, até que tem uma bundinha, até que tem um peitinho e, por que não, até que tem uma barriguinha. Até que os meninos olham pra elas (enfim!).

Depois de uma vida inteira sendo as magricelas-mal-enchidas e Olívia Palitos, elas podem encarar sua imagem no espelho em paz.

Ok, isso é bacana. Mas nada se compara a outra constatação.

Já aviso que vai parecer horrível quando você ler isto. Vai soar preconceituoso e de um mau caráter inigualável. Vai ser passível de processo, mas é a mais pura verdade.

Se tem uma coisa que deixa toda adolescente magrela estonteantemente satisfeita e feliz com a vida é chegar na fase adulta, reencontrar a gostosa-nariz-empinado do colégio e constatar, com surpresa e alegria, que ela, como se houvesse justiça no mundo, virou gorda. E feia. E não pega ninguém. Tipo o que a magrela era no passado, mas no tamanho contrário.

Tô mentindo?

Publicado em Matutando | 5 Comentários